
Cinturão Vivo Campo Belo
Cinturão Público Ecológico e Social
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Luciana Regina Silva Rodrigues
PUCPR · 2026
Inspiração
Reconectar o território às suas potencialidades, ativando relações entre pessoas, natureza e cidade.
Escuta
O projeto parte de um território urbano consolidado, marcado por dinâmicas intensas, fragmentações espaciais e pela presença de infraestruturas que, ao mesmo tempo em que estruturam a mobilidade, também criam barreiras nas relações cotidianas.
Inserido no bairro Campo Belo, o recorte evidencia contrastes entre fluxos, permanências e vazios urbanos, onde o potencial de conexão entre espaços livres, áreas verdes e usos coletivos ainda se apresenta de forma dispersa.
Ao mesmo tempo, observa-se uma base rica de diversidade socioambiental, com possibilidades latentes de integração entre escalas — do pedestre ao território — e de fortalecimento de vínculos entre comunidade, espaço e natureza.
Compreensão
Mais do que uma questão de desenho urbano, o território revela uma condição de desconexão sistêmica — entre pessoas, entre espaços e entre o ambiente construído e o ecossistema natural.
Essa fragmentação não se limita ao físico: ela se manifesta também na forma como o espaço é percebido, vivido e apropriado.
Por outro lado, o projeto identifica uma potência silenciosa:
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nas transições entre cheio e vazio
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nas bordas urbanas subutilizadas
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na presença de elementos naturais dispersos
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e na capacidade de convivência entre diferentes grupos
A leitura se apoia em princípios da psicologia ambiental e do urbanismo regenerativo, entendendo o espaço como um organismo vivo, onde relações e interações são tão importantes quanto sua materialidade.
Materialização
A proposta estrutura-se como um cinturão público ecológico e social, capaz de articular diferentes fragmentos do território por meio de uma rede contínua de espaços livres, acessíveis e integradores.
Mais do que conectar pontos, o projeto busca ativar relações.
Entre suas diretrizes principais:
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fortalecimento da escala humana e da experiência do pedestre
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integração entre infraestrutura urbana e sistemas naturais
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criação de espaços de permanência, encontro e convivência
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estímulo a interações espontâneas e à apropriação coletiva
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valorização das transições ecológicas como espaços ativos
O cinturão atua como um elemento estruturador, mas também como um campo de possibilidades, onde diferentes formas de uso e apropriação podem emergir ao longo do tempo.



Essência
Ao reconhecer o território como um sistema vivo, o projeto propõe não apenas conexões físicas, mas a construção de vínculos — entre pessoas, natureza e cidade.
Aprofunde a leitura
Este conteúdo é um recorte do projeto completo.
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Sobre a Aurb
A Aurb investiga as relações entre espaço, cidade e existência.
Mais do que projetos, propõe reflexões sobre como habitamos — e como podemos transformar — os territórios que nos formam.
Sobre a Autora
Luciana Regina Silva Rodrigues
Arquiteta urbanista e pesquisadora com foco em neuroarquitetura e relações psico-socioambientais. Atua na interseção entre espaço, comportamento e percepção, desenvolvendo projetos e reflexões que buscam integrar sensibilidade, contexto e impacto coletivo.